Renan Filho vai a Brasília pedir pela manutenção do Programa do Leite

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Programa do Leite beneficia 80 mil famílias de baixa renda no Estado

O governador Renan Filho esteve em Brasília nos últimos dias e conversou com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, sobre a importância de o governo federal garantir, pelo menos, a manutenção dos recursos de 2015 para o Programa do Leite em Alagoas.

De acordo com o chefe do Executivo estadual, o Programa poderá sofrer uma redução de 50% no volume do leite adquirido atualmente, resultado das dificuldades na liberação das verbas federais. No entanto, Renan Filho se diz otimista, após conversar com Tereza Campello e alguns deputados da bancada federal.

“Eu pedi apenas para que o recurso enviado em 2015 fosse mantido. O que é praticamente o mesmo valor previsto agora, uma vez que a nossa contrapartida no ano passado deveria ter sido de 20% e foi de quase 50%. A bancada federal deverá se reunir com a ministra ainda esta semana, e eu estou otimista, falei com alguns deputados”, ressaltou o governador.

Os benefícios do Programa do Leite são inúmeros para a população do Estado. Além de beneficiar 80 mil famílias, mantém viva a cadeia produtiva da Bacia Leiteira.

“Antes de o governo federal recriar o programa, a Bacia Leiteira havia sucumbido. Hoje produzimos, por dia, mais de 400 mil litros de leite, sendo que 80 mil são comprados três vezes por semana pelo Governo do Estado e o restante vai pra indústrias, fortalece a economia e, sobretudo, a economia sertaneja”, explicou Renan Filho.

Programa do Leite – O programa é responsável pela aquisição de 80 mil litros de leite por dia, por meio da produção de cinco mil trabalhadores da agricultura familiar, e atende 80 mil famílias alagoanas de baixa renda.

Outros investimentos

“O crescimento do Estado não pode parar”. São palavras do governador sobre a determinação de cobrir os reajustes que o governo federal não vem realizando, por ocasião da crise econômica. As recentes obras das estradas e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) são exemplos.

“O governo federal determina um valor, mas eles não conseguiram reajustá-lo. Nós estamos cobrindo isso, para que as obras possam continuar. As estradas de Matriz a Passo do Camaragibe; a duplicação de estrada do povoado Maria Bode a Delmiro Gouveia, a de Craíbas até o povoado de Folha Miúda, são exemplos. Nós bancamos a diferença do governo federal”.

A UPA do bairro do Trapiche, na capital alagoana, é de gestão do município, porém, vem sendo mantida em mais de 70% pelo governo estadual. “Estamos mantendo a nossa verba e a do governo federal, estamos entrando com R$ 750 mil e a Prefeitura com R$ 300 mil. Não vou me furtar de fazer isso, enquanto o Estado tiver condições, porque as pessoas querem e precisam de saúde”, finaliza Renan Filho.

Maria Barreiros – Agência Alagoas

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