Polícia Federal investiga oito casos de trabalho escravo em Alagoas

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Oito casos de trabalho escravo estão sob investigação da Polícia Federal em Alagoas. Na maioria deles, os casos ocorrem em usinas e mineradoras clandestinas. A informação foi repassada pelo superintendente interino da PF, André Costa, durante coletiva na manhã desta quarta-feira (27).

As investigações ainda estão em fase de depoimentos e a Polícia Federal não divulgou maiores detalhes para não atrapalhar as investigações. O superintendente confirmou que alguns casos investigados foram flagrados em Rio Largo, União dos Palmares e Joaquim Gomes. Neste último, índios trabalham de forma precária.

Segundo André Costa, a PF se debruçou sobre casos flagrados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). “Normalmente acompanhamos junto com esses órgãos e a PRF [Polícia Rodoviária Federal], alguns deles ocorrem em áreas próximas em rodovias. A maior incidência que vemos é em usinas e mineradoras. No caso das mineradoras o trabalho escravo também está relacionado a crime ambiental”, explicou.

Outro alerta feito pela PF foi com relação às condições precárias que os trabalhadores são submetidos. A Polícia também quer alertar famílias a realizarem denúncias de casos de trabalho escravo no estado.

“Uma das características do trabalho escravo em Alagoas é que os trabalhadores são submetidos a condições subumanas. Em algumas das investigações, os trabalhadores relatam que a alimentação estava estragada, não tinham local de descanso, trabalhavam sem equipamentos de proteção”, disse.

O delegado também destacou que denúncias podem ser realizadas à Polícia Federal ou ao MPT e MTE. “Escolhemos a data de hoje para falar sobre a investigação, pois amanhã é celebrado o dia nacional de combate ao trabalho escravo e também é lembrado o décimo segundo aniversário da chacina de Unaí, onde quatro auditores fiscais do trabalho foram mortos”, lembrou.

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