Estado é condenado a pagar R$ 100 mil a vítima de erro médico em Arapiraca

Vítima foi liberada com um projétil ainda no corpo e fratura grave

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O juiz da 4ª Vara Cível de Arapiraca, Giovanni Alfredo, condenou o Estado a pagar R$ 100 mil por danos morais a um paciente que ficou com sequelas após ser vítima de erro médico na Unidade de Emergência do Agreste (UEA), em fevereiro de 2007. O valor também inclui indenização por danos materiais referentes às despesas médicas e foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta segunda-feira (25).

Segundo os autos, a vítima trabalhava como comerciário em um mercadinho do município e foi atingida por três disparos de arma de fogo durante um assalto ao estabelecimento. Ao ser levado para a unidade de saúde, o paciente foi atendido por três médicos, dois deles cirurgiões gerais e um cirurgião vascular. Eles afirmaram que dois projéteis atravessaram seu abdômen e o terceiro estava alojado na coxa esquerda, sem quebrar nenhum osso, sendo desnecessária a retirada da bala.

O paciente recebeu alta médica no dia seguinte e foi informado que voltaria a andar em trinta dias. Porém, com o passar do tempo, o autor continuou sentindo dores. Um mês e 20 dias depois, ao procurar outro serviço médico, particular, foi constatado que ele tinha uma fratura no fêmur. O comerciário foi então operado no Hospital do Açúcar para colocação de pinos e, posteriormente, em maio de 2008, recebeu uma prótese total do quadril à esquerda. Ele passou a ser portador de necessidades especiais e ficou impossibilitado de trabalhar.

“A lesão sofrida pelo autor é considerada grave; pode causar instabilidade no quadril e a osteoartrite pós traumática; é urgência médica e a redução da luxação deve ser feita de imediato, pois a maioria dos pacientes não retorna às condições funcionais prévias. Portanto, a literatura médica traz tais recomendações e, efetivamente, não foram observadas pelos agentes do Estado na unidade médica pública. Tal inobservância resultou no dano ao autor [?]. No caso, observe-se a extensão do erro médico e as consequências em sua vida profissional, após pelejada luta pela restituição de sua saúde”, ressaltou o magistrado.

Gazetaweb
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