Conheça os escândalos que Hillary e Trump querem esconder

Conheça os escândalos que Hillary e Trump querem esconder

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A poucos dias da eleição que vai definir o próximo presidente dos Estados Unidos, uma sucessão de acusações, denúncias e investigações contra os dois principais candidatos, a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump, acirrou a disputa pela Casa Branca.

De um lado, o magnata nova-iorquino acusado de assédio sexual que se recusa a reconhecer um histórico de falências. Do outro, a ex-secretária de Estado que usou um servidor de e-mails privado e quase desmaiou em um evento público antes de tornar público o diagnóstico de pneumonia.

Confira os principais escândalos que chacoalharam a campanha presidencial americana:

Donald Trump

A divulgação de um vídeo de 2005, em que Trump faz comentários machistas e grosseiros sobre seus ‘métodos de sedução’ – “quando você é famoso, elas deixam você fazer… Pegar na b***** dela, você pode fazer qualquer coisa” –, desencadeou uma longa lista de acusações de abuso sexual contra o empresário. Desde a liberação do vídeo, na primeira semana de outubro, doze mulheres foram a público para denunciar o empresário. Além delas, uma mulher acusa Trump de tê-la estuprado quando ela tinha 13 anos, em 1994, e a ex-sócia Jill Harth processou o magnata por assédio. Ele negou as acusações e afirmou que pretende processar as mulheres.

O candidato republicano pode ter deixado de pagar impostos federais por dezoito anos. O jornal teve acesso à declaração de renda feita pelo magnata em 1995, na qual ele diz ter sofrido um prejuízo de 916 milhões dólares. Com isso, Trump pode ter usado a perda para, legalmente, não pagar o imposto federal sobre rendimentos até 2013. O NYT afirma que o empresário usou manobras “legalmente questionáveis” para fugir dos impostos ao não declarar milhões de dólares de receitas. De acordo com o periódico, o magnata forçou, em 1990, para que parte de seus credores perdoassem o que ele lhes devia após declarar falência de seus três cassinos em Atlantic City, no Estado de Nova Jersey.”>O empresário bilionário – com fortuna estimada de 3,7 bilhões de dólares, segundo a Forbes –enfrentou quatro processos de falência. Dois deles ocorreram na década de 90: o cassino Trump Taj Mahal e o Trump Plaza, em Atlantic City. Em 2004, o Trump Hotels and Casinos Resorts faliu com uma dívida de 1,8 bilhão de dólares. Cinco anos depois foi a vez da empresa Trump Entertainment Resorts. Trump se recusa a reconhecer os fracassos. Em um tuíte no ano passado, ele declarou que nunca foi à falência “mas, como muitos grandes empresários, usei as leis para obter vantagens corporativas – esperto!”.

Além disso, o bilionário republicano está sofrendo três processos judiciais por possíveis fraudes na já extinta Universidade Trump, instituição sem licença para cursos universitários fundada por ele. A instituição cobraria taxas de até 35.000 dólares (mais de 100.000 reais) e não entregaria o que promete.

O candidato republicano não mede as palavras quando quer atacar adversários e desafetos, e o Twitter é uma das armas favoritas do magnata para disparar insultos racistas, machistas e de outras naturezas. A adversária Hillary, constantemente chamada de trapaceira, é apenas um de seus alvos. No dia 23 de outubro, o New York Times publicou uma coletânea de ofensas de Trump pelo Twitter em duas páginas inteiras do jornal. Entre as vítimas estão políticos, jornalistas, países, atores e lutadores de MMA. Fora da rede social, algumas discussões se tornaram notórias, como quando ele chamou a apresentadora Rosie O’Donnell de “gorda”, “nojenta” e “porca” – e, anos depois, reforçou o insulto, dizendo que ela “merece ser chamada de porca”.

As ofensas também estão presentes em comícios e discursos. O candidato há se referiu aos mexicanos nos EUA como “estupradores” e imitou com gestos debochados um jornalista americano que tem movimentos restritos nos braços por causa de uma doença congênita nas articulações.

Em setembro, o procurador-geral do Estado de Nova York, Eric Schneiderman, abriu uma investigação contra a Fundação Donald J. Trump por algumas de suas transações. Entre os gastos questionáveis do magnata com dinheiro da fundação destinado à caridade estaria a aquisição de um retrato de si próprio de quase 2 metros de altura pelo valor de 20.000 dólares (mais de 70.000 reais). A fundação também fez uma doação ilegal de 25.000 dólares (mais de 80.000 reais) em 2013 para a campanha de Pam Bondi pela procuradoria-geral da Flórida. Pam estudava a possibilidade de uma investigação por fraude contra a Universidade Trump e desistiu após receber a doação.


Hillary Clinton
Enquanto ocupou o cargo de secretária de Estado, entre 2009 e 2013, Hillary usou uma conta de e-mail pessoal de um servidor privado – com isso, ela e sua equipe definiram quais mensagens deveriam ser encaminhadas ao Departamento de Estado dos EUA e quais, consideradas pessoais, poderiam ser destruídas. Um documento elaborado por um órgão regulatório do Departamento de Estado e divulgado em maio deste ano criticou a democrata por violar as normas de comunicação do órgão, mas, em julho, o FBI determinou que Hillary não deveria ser indiciada judicialmente pelo uso indevido de seu servidor de e-mail.

Em 28 de outubro, James Comey, diretor do FBI, informou que o órgão reabriu a investigação sobre o uso de servidor de e-mail privado pela então secretária de Estado. A reabertura da investigação teria sido motivada por mensagens de texto enviados pelo marido da principal assessora de Hillary a uma adolescente de 15 anos.

“>pais de dois americanos mortos no ataque entraram com uma ação judicial contra Hillary por ela ter sido “extremamente descuidada em lidar com informações confidenciais” enquanto secretária de Estado, o que teria contribuído para as condições que levaram ao atentado. Em outubro de 2015, a ex-secretária de Estado respondeu a oito horas de um interrogatório do comitê do Congresso americano, que divulgou um relatório em que critica as atitudes da administração de Obama, mas isenta Clinton de responsabilidade no atentado.”>Fundação Clinton tem ramificações em áreas de saúde, economia, mudança climática e inclusão social. Apesar das acusações, nenhum favorecimento foi de fato comprovado.”>Hillary foi diagnosticada com pneumonia – na ocasião, ela afirmou que se sentiu “superaquecida” no evento. O fato da democrata esconder problemas de saúde foi amplamente usado pelos republicanos durante a campanha.”

msn

03/11/2016

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