Ciência diz que ‘opostos se atraem’ – não como você imagina

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Se pudesse descrever o que te atrai sexualmente em alguém, o que seria? Bunda grande, barriga sarada, peitinho empinado? Inteligência, bom-humor, timidez? Um estudo publicado na prestigiada revista científica Nature concluiu que não se trata de nada disso. Você acha Fulana (o) mais sexy do que Beltrana (o) por causa de algo microscópico: seu sistema imunológico. Ãhã, anticorpos!!!

Um troço de nome brochante – antígeno leucocitário humano (na sigla em inglês HLA) – seria o verdadeiro responsável por aquilo que chamamos romanticamente de “química” entre duas pessoas. Segundo os pesquisadores da Universidade de Dresden, nascemos com um tesão geneticamente programado para procurar parceiros sexuais que tenham HLA bastante diferentes do nosso. Opostos se atraem, mas não exatamente como imaginávamos.

Por que, hein? Pra garantir a sobrevivência da espécie humana. Pai e mãe transmitem características de seus sistemas imunológicos ao filho. Então quanto mais díspares forem os HLA do casal, mais chances de o ~cerumaninho~ resistir a diversas doenças. Nossos neurônios detectam o HLA de outra pessoa, sem que a gente faça a MENOR ideia, pelo olfato. Esteja ele (a) com aquela catinga ou usando perfume francês.

Qué dizê… muitas das ereções e lubrificações que temos não passam de uma comunicação entre nossos anticorpos farejadores: “oi, gato, seu HLA não tem nada a ver com o meu, vamos ali fazer sexo e procriar porque nossa prole será imune a gripe H1N1, catapora e HIV”. É isso mesmo, produção? Precisando de cobaias brasileiras, me prontifico a dar umas cafungadas no Cauã Reymond e no Rodrigo Hilbert. Pela evolução da ciência (e da espécie), claro.

 

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09/11/2016

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